Android: a evolução do Cupcake ao Marshmallow
Android

Android: a evolução do Cupcake ao Marshmallow

O Android nasceu a 5 de Novembro de 2007. Desde essa data, cresceu até ao ponto de ser hoje um dos sistemas operativos mais dominantes no mundo. Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Como tudo na vida, o Android passou por anos menos bons e aprendeu duras lições antes de se tornar o sitema operativo que é hoje.

Aqui fica uma retrospetiva que mostra como chegou onde hoje se encontra.

Cupcake (Android 1.5)

O Android teve algumas versões alfa e beta para o G1 da operadora T-Mobile antes do lançamento da primeira versão, mas o cupcake foi o primeiro nome de pastelaria deste sistema operativo. Recebemos imensas coisas divertidas com esta atualização, incluindo o suporte para teclados virtuais (sim, fim aos teclados de teclas físicas) e a capacidade para carregar vídeos e fotos para o YouTube e Picasa. Ah e também recebeu os widgets!

O cupcake fez do G1 um smartphone digno desse nome (pelo menos para o ano de 2009), mas isto seria apenas o começo. O Android ainda tinha muito trabalho a fazer.


 

Donut (Android 1.6)

hisotry_2

O Android Donut foi o sistema operativo que começou a fazer com que a concorrência começasse a levar o Android mais a sério. Esta atualização trouxe consigo a pesquisa universal, funcionalidades text-to-speech e compatibilidade CDMA.

A atualização começou a ser distribuída em todos os dispositivos possíveis a 1 de Outubro de 2009.


 

Eclair (Android 2.0)

hisotry_3

Para o Eclair, a câmera obteve o tão aguardado suporte para flash, zoom digital, e equilíbrio de brancos entre outras características e as fantásticas imagens de fundo animadas. A Google também idealizou um teclado mais inteligente que mostrava sugestões de nomes de contactos.


 

Froyo (Android 2.2)

hisotry_4

Com o Froyo, tudo se resumia a velocidade. Matt Buchanan do Gizmodo disse o seguinte sobre a nova atualização do Android:

O incremento de velocidade no 2.2 é fantástico, mas o que faz do Froyo uma atualização verdadeiramente espantosa é o limar de arestas de que toda a plataforma foi alvo. O android evoluiu para um produto a sério, a um nível completamente diferente do seu primeiro ano…O Android 2.2 é a primeira versão do Android que se sente ser realmente completa — desempenha-se como é suposto e tem a maior parte das características que devia ter. Ainda não está no ponto em que a minha mãe poderia usá-lo sem uma grande curva de aprendizagem, mas consegue perceber-se onde irá ficar melhor. É seguro dizer que com o Froyo, o Android tornou-se algo que as pessoas realmente podem usar — e amar.

O design ainda estava um pouco desajeitado comparado com a concorrência que apresentava designs simples e elegantes, mas coisas simples como a adição de um menu ao fundo para acesso rápido ao telefone e ao ecrã das aplicações começou a desvendar como o Android se estava a interessar mais pela facilidade da experiência do utilizador.


 

Gingerbread (Android 2.3)

hisotry_5

Sendo as últimas atualizações focadas em funcionalidades, a Google finalmente decidiu olhar para o visual no final de 2010. A interface do utilizador foi alterada com um tema escuro continuando o Android a melhorar a sua velocidade. Mas isso não o impediu de lançar novas funcionalidades. O Android adicionou suporte para NFC, o muito útil gestor de transferências e até coisas mais simples como o melhoramente dos processos de copiar e colar.

Infelizmente, foi nesta altura que começou a banalizar-se a alteração do software por parte das marcas e operadoras e o Android de origem começou a ficar esquecido. Apenas uma mão cheia de dispositivos como o Google Nexus S, o Nexus One e o G2 da T-Mobile receberam estas alterações tal e qual como foram desenhadas.


 

Honeycomb (Android 3.0)

hisotry_6

O Honeycomb foi especialmente desenvolvido para um e apenas um tipo de dispositivos—tablets. O lançamento do iPad uns meses antes no início do Outono de 2010 fez com que o Android necessitasse de um sistema operativo que pudesse competir em dispositivos que não cabem nos bolsos. Esta atualização incluiu aquilo a que a Google apelidou de interface “holográfica” e um teclado mais intuitivo para dispositivos de maiores dimensões.


 

Ice Cream Sandwich (Android 4.0)

hisotry_7

Com o Ice Cream Sandwich (ICS) o foco voltou novamente a ser orientado para os smartphones com uma interface atualizada e a eliminação total de botões físicos. Isto significa que finalmente recebemos a barra de ações e o não menos importante botão das aplicações recentes. O design surgiu basicamente da fusão entre o sistema operativo dos tablets (Honeycomb) e o dos smartphones (Gingerbread, Froyo, etc). As aplicações tornaram-se mais poderosas, o multitasking ficou mais evoluído e começava-se realmente a sentir que os smartphones eram pequenos computadores de bolso.


 

Jelly Bean (Android 4.1)

GOOGLE NOW! O Jellybean recebeu um super avançado assistente de voz para ajudar nas pesquisas e as notificações finalmente passaram a ser algo digno desse nome, oferecendo muito mais contexto a partir do menu de drop-down.

O ecrã inicial também foi retocado e era  agora possível alterar o tamanho dos widgets e colocá-los em qualquer lado. O Android alcançava assim o maior nível de customização de sempre.


 

KitKat (Android 4.4)

Passou mais de um ano até o Android ter uma grande atualização (apesar do JellyBean ter sido atualizado até ao verão de 2013). Foi pela altura do Halloween de 2013 que foi lançado a versão KitKat juntamente com o Nexus 5. O Google Now estava agora melhor que nunca com algumas capacidades de previsão que tentavam adivinhar o que os utilizadores queriam antes mesmo destes pesquisarem e o Hangouts foi atualizado com o tão aguardado suporte para SMS.

Mais importante que tudo isto foi o facto de o KitKat ter diminuído o problema do fracionamento do Android, visto que dispositivos com apenas 512Mb de RAM conseguiam correr o sistema operativo sem problemas. Isto também acabou por ajudar o Android a entrar no mercado dos telemóveis baratos com o seu programa Android One.


 

Lollipop (Android 5.0)

Olá Lollipop e olá Android moderno. Pode dizer-se que o que deu fama ao Lollipop foi a reinvenção da imagem do sistema operativo Android que já vinha desde o Ice Cream Sandwich. Ícones, animações e o menu multitasking foram completamente redesenhados pela Google e o ecrã de bloqueio ficou muito mais útil com uma melhor integração com as notificações.A Google continuou a abrir o Google Now a programadores externos e voltou a incluir o modo silencioso para as notificações.


 

Marshmallow (Android 6.0)

hisotry_12

E agora finalmente chegamos ao Android Marshmallow, que é maioritariamente uma atualização de manutenção e não tanto de reforma. Mas também adiciona algumas coisas fantásticas incluindo uma nova forma de lidar com permissões das aplicações, um novo e melhorado Google Now e suporte oficial para sensores de impressões digitais. A Google também melhorou o tempo de bateria com a ajuda de Doze e juntando o Android Sensor Hub aos seus mais recentes smartphones Nexus, fazendo com que seja capaz de sobreviver um dia sem ligar o seu telemóvel ao carregador.

Pois é, o Android já percorreu um longo caminho. Já se tornou mais “maduro” e é hoje um dos melhores sistemas operativos do mundo. Mas há sempre aspetos a melhorar.

 

[Gizmodo]

deixe um comentário